Somos cada vez menos tolerantes e isso até pode dever-se ao stress e à pressão a que estamos sujeitos, mas nada pode justificar a frieza com que nos relacionamos com os outros e com o mundo.
Quem acaba por pensar que isto são procedimentos normais, são muitas vezes os nossos filhos. Também eles estão sujeitos a pressões e stresses. As boas notas, as saídas com os amigos e até mesmo a sua afirmação enquanto jovens inseridos numa sociedade complicada.
A violência nas escolas existe e está cada vez em maior crescimento, apesar de já muitas medidas estarem a ser tomadas relativamente a isso.
O bullying é real e assustador. O bullying consiste na violência praticada por um ou vários indivíduos a um único. As agressões podem ser físicas ou psicológicas e nem as novas tecnologias fogem como medida dos agressores. SMS e emails são utilizados como forma de agressão, com difamações e mexericos.
Mas o que fazer?
Se o seu filho for uma vítima, apoio incondicionalmente. Fale com ele e explique-lhe que uma coisa são brincadeiras, outra é violência gratuita. Fale com professores e educadores, tal como a direcção da escola, e peça para falar com os pais dos agressores. Por norma também estes são surpreendidos, pelo que tente resolver as coisas com uma boa comunicação. Se suspeita, verifique a falta de apetite, as faltas na escola, as insónias e irritação constante, tal como a ansiedade permanente.
Se o seu filho for o agressor, encare a coisa com firmeza. Fale com ele e faça-o ver que está a magoar alguém que não tem culpa e é uma vítima. Informe-o das consequências que pode vir a ter, como a transferência de escola e a perda de contacto com o seu grupo de amigos. Ele que imagine o que sentiria se fosse ele a vítima.
Se fores adolescente ou criança e estiveres a ver isto, dirige-te a um adulto em que confies (professor ou pais) e conta-lhes. Não és diferente dos outros, por isso não tens de ser julgado por nada. Os adultos podem e devem ajudar-te. Mantêm a força e confia no teu valor. Vais conseguir ultrapassar tudo isto, acredita. Boa sorte.
Carla Horta
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